O Barroco

O Barroco inicia em Itália no século XVI e perdura até finais do século XVIII, foi transversal a todos os países Europeus, adquirindo características próprias em cada um. Nesta corrente artística existe um demarcado interesse pelo naturalismo, o dinamismo e aparecem composições de naturezas mortas, bodegões, animais e vidas de santos emoldurando-se em esquemas assimétricos. A primeira natureza morta da história, conhecida, foi pintada por Caravaggio em 1596 e representava uma “Cesta de frutas”, atualmente exposta na Biblioteca Ambrosiana de Milão.
A representação da gente do povo aparece com vestuário comum o que não acontece nos retratos de burgueses de classe alta cujas roupas são mais adornadas, perucas, chapéus etc. No entanto o que mais caracteriza a pintura Barroca é o jogo de luzes e sombras, a intensidade e o emprego da cor.
Em Itália apareceram dois estilos, o Eclético e o Classicista. Destacou-se destas escolas a figura de Caravaggio em Itália, Nicolás Poussin, Georges de La Tour e Claude Gelée Lorrain em França e Velásquez, Francisco Zurbarán, José de Ribera e Bartolomé Esteban Murillo em Espanha.
Nos Países Baixos o Barroco gerou duas escolas, a Flamenga que teve o seu apogeu no século XVI na Flandres sendo representada por Pedro Paulo Rubens, Antón Van Dyck e Jacob Jordanes e a holandesa, a qual produziu um novo estilo e contou com dois importantes artistas, Rembradt e Vermeer.

A ceia em Emaús, 1601, Michelangelo Merisi da Caravaggio. National Gallery, Londres.