O Renascimento

A pintura renascentista está repleta de religiosidade, no entanto cada artista procura um estilo próprio.
Este é um movimento artístico que aparece em Florença, Itália e se espalha por toda a Europa.
Em Itália surgem diversas escolas que adquirem o nome das cidades onde se desenvolvem; escola florentina, veneziana, Veronesa etc. Outra classificação é dada aos artistas que se dividem por grupos geracionais como os do Quattrocento (1400) Cinquecento (1500). Outra classificação ainda para caracterizar as obras pictóricas são do Pronto Renascimento que vai de 1420 a 1500 e cujos principais artistas são Frei Angélico de Fiesole, Masaccio, Piero della Francesca e Sandro Botticelli e o Alto Renascimento, de 1500 a 1527 com Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, Tizziano, Paolo Veronese, Tintoretto, Rafael Sanzio, el Greco e também Dürer, Hans Holbein e Bruegel.
A pintura Renascentista é narrativa. Expõe histórias e sucessos, reais e fictícios tirados da religião, mas também da mitologia, da história e do retrato da burguesia.
É realista. As figuras humanas ou de animais, assim como os objetos estão reproduzidos com o maior cuidado para que se assemelhem a modelos reais. Era a tentativa no Renascimento do hiper-realismo atual. A variação de cores frias e quentes e o controle da luz permitiram criar distâncias e volumes que pareciam ser copiados da realidade. É nesta altura que se descobre a perspetiva, o que favorece em muito o sentido de realidade. O quadro é assim um cenário sugerindo por meio deste recurso que dá a ilusão de profundidade.

banner Deposição de Cristo, 1507, Raffaello Sanzio. Galeria Borghese, Roma