Arte Românica, séc. XI – XIII

Durante a Baixa Idade Média aparece na Europa um estilo de arte com referência na arte bizantina. O nome de Românica não tem a ver com Roma ou romana mas por semelhança, com romance, o qual designa os idiomas derivados do latim. Uma prova viva deste idioma, que no fundo é um conjunto de dialetos, ainda hoje se pode encontrar na região Suíça de Grisões ou  Graubünden, sendo conhecido por Romanche ou Reto-romanche e quarta língua oficial deste país alpino.
O Românico foi pois o primeiro estilo internacional da Idade Média.
A arte Românica tem um notável desenvolvimento religioso na pintura das amplas paredes e abóbadas das igrejas e catedrais, até então lisas e despidas. A falta de perspetiva, as cores planas, a simetria, a rigidez das figuras de rostos sem expressão, mostra a sua influência no oriente e uma grande semelhança ao Ícones da arte oriental. Os fundos eram inexistentes ou demasiado simples, a preocupação era apenas preencher o espaço em torno às figuras e estas perderam, em parte, toda a beleza anatómica alcançada na arte grega e romana.
Tal como os romanos, a técnica empregue essencialmente era o fresco, mas muitas outras pinturas foram feitas nas iluminuras de livros e Bíblias, cálices, letras e quadros em madeira, no entanto o motivo era, como doravante, o religioso e a representação das cenas bíblicas. A sua função não era decorativa ou artística mas sobretudo didática. Contavam o evangelho por imagens a um povo analfabeto.



Frontal de altar, séc. XII. Procedente da igreja do castelo de Santa Maria de Besora, Barcelona