O Hiper-realismo

Conhecido como foto realismo, realismo fotográfico ou super-realismo, o Hiper-realismo surge nos Estados Unidos em finais da década de 60 na tentativa de recuperação das tendências realistas que aparecem ciclicamente na história da pintura. Movido pela crescente rejeição do esgotado Expressionismo Abstrato e da Action Painting, o Hiper-realismo surge como herdeiro da Pop Art, do Neorrealismo e também, de certa forma, do Nouveaux Réalisme. Aparece assim pela primeira vez representada pelos trabalhos dos pintores americanos integrados na exposição "22 realists", apresentada em 1970 em Nova Iorque.
A maioria dos criadores deste estilo trabalha a partir da fotografia estudada e manipulada e recorrem, por vezes, à projeção sobre as telas de diapositivos das imagens a reproduzir, nada que no passado muitos não teriam já feito no advento da fotografia como o fez, segundo afirma David Hockney, William Bouguereau, entre outros, mas um pouco também pelos pintores do Renascimento e do Barroco que faziam projeções nas telas com jogos de lentes e espelhos em câmaras escuras.
No Hiper-realismo as telas tendem a ser de grandes formato aportando assim uma maior liberdade e um domínio melhor para atingir o objetivo desejado do real.
Ao contemplar uma obra hiper-realista assistimos ao mais notável triunfo da representação da realidade visível conseguida pela mão do homem.
Os seus criadores conseguem um detalhe idêntico ou maior que a própria fotografia, com a diferença que ele põe ênfase no poder da luz e da cor criando obras de composições complexas mas bem estruturadas.
O homem tenta superar assim a Criação divina como sempre o fez mas que só agora consegue alcançar verdadeiramente.

O Sal da Vida. 2013, Antonio Castelló Avilleira