O Dadaísmo

Em 1916 um grupo de jovens franceses e alemães que, se tivessem permanecido em seus respetivos países, teriam sido convocados para o serviço militar e ingressado na Primeira Grande Guerra, fugiram e exilaram-se na Suíça, em Zurique, onde através da arte exprimiram o seu repúdio pelo conflito militar que decorria na Europa, pelas convenções sociais e, inclusive, pela arte através da escolha deliberada do absurdo.
Ali se encontraram todos os dissidentes de outras escolas, tais como do expressionismo alemão, do futurismo italiano e do cubismo francês.
A palavra Dada foi descoberta acidentalmente pelo filósofo Hugo Ball e pelo poeta Tristan Tzara num dicionário franco-alemão. Dada é uma palavra francesa que significa, em linguagem infantil, "cavalo de madeira", tendo sido adotada como designação do grupo Dadaísta de Zurique.
Na altura este grupo de artistas, poetas e filósofos encontravam-se numa cervejaria da cidade a que batizaram por Cabaret Voltaire. A sua nova corrente exprimia bem a opção dos artistas pelo ilógico, o escandaloso e o desconcertante, revolucionando os conceitos da arte, jogando com a ação do inconsciente. O intuito do Dadaísmo era mais de protestar contra os estragos trazidos da guerra, denunciando de forma irónica toda aquela loucura que estava acontecendo. Sendo a negação total da cultura, ele defende o absurdo, a incoerência, a desordem e o caos.
O Dadaísmo, que a princípio não envolveu uma estética específica, teve como uma das principais expressões o poema aleatório e o ready-made, tendo preparado o terreno para o surgimento do Surrealismo.
Marcel Duchamp, Hans Arp, Francis Picabia, Georg Grosz e Max Ersnst foram os principais artistas do Dadaismo, os quais, naturalmente, deram início ao Surrealismo.

Os pilares da sociedade, 1926, George Grosz. Nova Galeria Nacional de Berlim.