O Abstracionismo

O Cubismo com a sua geometrização, o Expressionismo e o Fauvismo com as cores puras foram preparando o caminho para que se desse uma das maiores revoluções da arte Europeia do século XX: o Abstrato ou o completo abandono do identificável.
Em 1910 surge a corrente Abstrata com duas tendências diferentes: o Abstracionismo lírico ou expressivo, e o Abstracionismo geométrico.
O Abstracionismo lírico inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição do artista para expressar por intermédio da cor, sentimentos e ideias ligadas a uma "necessidade interior"; tendo sido influenciado pelo expressionismo, mais propriamente no Der Blaue Reiter, enquanto o Abstracionismo geométrico, se foca na racionalização que depende da análise intelectual que surge na sequência do Cubismo. Aqui o artista trabalha com figuras geométricas tais como círculos, quadrados e linhas, que partindo de cores planas fazem delas obras totalmente estáticas.
No Abstracionismo cada obra é fruto de uma pesquisa controlada e metódica, de uma experiência espontânea vivida pelo autor, à qual não é estranha a exploração incessante das suas emoções e sensações perante o real.
A primeira obra totalmente abstrata foi pintada pelo russo Wassily Kandinsky em 1913 na qual não existia nenhuma representação figurativa, em vez disso existiam formas e cores, a essência do abstracionismo.

Amarelo, vermelho e azul, 1925, Wassily Kandinsky. Musée National d'Art Moderne, Centro Georges Pompidou, Paris.