O Simbolismo

O termo Simbolismo foi empregue pela primeira vez pelo poeta Jean Moréas em 1885 no seu “Manifesto Simbolista” e posteriormente aplicou-se também à pintura, já que as intenções de poetas e pintores eram semelhantes. O simbolismo é assim um movimento tanto literário como pictórico que aparece em França na década de 1880 paralelamente ao Pós-impressionismo e que surgiu como reação ao realismo dos impressionistas.
As suas principais características são o de dar ênfase a temas místicos e imaginários; desconsiderar as questões sociais tão queridas do Realismo e Naturalismo e produzir arte com base na intuição afastando-as da lógica e da razão.
O Impressionismo académico foi na altura conectado com os problemas contemporâneos, políticos, morais e intelectuais, levando os artistas de 1885, cansados da incapacidade da sociedade para resolver estes problemas, buscaram novos valores baseados no espiritual que lhe poderia dar o Simbolismo, criando uma pintura que não ditasse a realidade do momento.
Aos Simbolistas interessa-lhes a capacidade de sugerir e estabelecer correspondências entre os objetos e as sensações, o mistério e o oculto. Revelam seus sonhos e fantasias por meio de alusões aos símbolos e a uma rica ornamentação. Podemos afirmar que estamos ante uma arte de ideias, sintética e decorativa.

O Beijo, 1907, Gustav Klint. Galeria Belvedere, Viana, Áustria.