O Impressionismo

A denominação Impressionismo nasceu de uma declaração pejorativa do crítico de arte Louis Leroy ao ver a tela de Monet “Impression du Soleil Levant”.
O Impressionismo foi um movimento artístico que surgiu em França no século XIX e que criou uma nova visão da natureza, utilizando pinceladas soltas dando ênfase à luz e ao movimento. Geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse captar melhor as nuances da luz e da natureza nas diversas horas do dia, esta foi uma conceção de pintura nascida com o Naturalismo, embora menos rígida. As obras são inundadas de brilho, cor e contrastes. Foi essa a tónica do Impressionismo, pintar a luz do sol, o amarelo brilhante e as sombras de cor pura em pinceladas soltas.
É comum um mesmo motivo ser retratado diversas vezes no mesmo local, porém com as variações causadas pelas mudanças nas horas do dia e nas estações ao longo do ano, como fez Monet quando pintou os conhecidos palheiros. Essa era a tónica do Impressionismo. Adotando um princípio dinâmico por excelência, o grupo impressionista também eliminou as referências mitológicas, religiosas e históricas para refletir a vida contemporânea e dar destaque mais à pintura e à cor que propriamente ao desenho. Pintando diretamente sobre a tela branca, utilizando somente apontamentos de tinta azul muito diluída como base de desenho, pintavam com cores puras, freneticamente; geralmente sem as misturar. Os impressionistas buscavam obter a vibração da luz e o seu aspeto efémero e fugaz. Os principais representantes do grupo foram Monet, Manet, Renoir, Camille Pissarro, Vincent Van Gogh, Degas, Cézanne, Caillebotte, Mary Cassatt entre outros.

Estrada de Osny a Pontoise, 1873, Camille Pissarro. Coleção Foundação E. G. Bührle, Zurique.