O Rococó

Estilo característico do século XVIII europeu. É o culminar do barroco e o início de uma nova era.
O termo Rococó tem origem no francês que designava a decoração muito em voga na época que se fazia com rochas e conchas nos jardins do século XVII «rocaille» (rocha) e «coquille» (concha). França foi por isso a pátria do Rococó. Primeiramente em simbiose com o Barroco, depois, paulatinamente, adquiriu estatuto próprio e se difundiu pela Europa.
Conhecido como “estilo Luís XV” começou por volta de 1720, tendo culminado na década de 70 do mesmo século para dar origem ao Neoclassicismo. Como sempre aconteceu, e continua a acontecer ainda hoje, o Rococó foi desacreditado pela crítica. (Apetece perguntar aos críticos modernos, será que não aprenderam nada com a história? Ai, ai, ai!) Apesar da intenção pejorativa e da denominação que poucos historiadores apoiam, o Rococó foi sobrevivendo sem influências religiosas, sendo um exemplo de que a arte é a imediata expressão da vida social, feita para os homens e não para divindades ou monarcas.
O Rococó define-se pelo gosto das cores luminosas, suaves e claras onde as formas se inspiram sobretudo na natureza, na mitologia e na beleza dos corpos onde predomina o erotismo e o galanteio romântico. A típica paisagem inglesa do Romantismo dos séculos XVIII e XIX têm certamente inspiração na natureza levada ao extremo na arte Rococó.

Marquesa de Pompadour, 1756, François Boucher - Kunstareal, Munique